Empresários da construção civil estão otimistas para 2010, diz CNI Por: Karla Santana Mamona
Os empresários da construção civil começaram o ano otimistas, já que o índice de nível de atividade
para os próximos seis meses atingiu 70,6 pontos. O indicador varia de 0 a 100 pontos e valores acima
de 50 pontos representam aumento na atividade.
O otimismo é maior entre os empresários das grandes empresas, cujo indicador ficou em 78,8 pontos,
seguido pelas pequenas empresas, com 63,2 pontos, e as médias, com 69,3 pontos.
Os dados fazem parte da pesquisa realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), CBIC
(Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil), federações de indústria e os sindicatos da
construção civil e divulgada nesta terça-feira (9).
Novos empreendimentos e serviços
Os empresários estão otimistas também em relação aos novos empreendimentos e serviços, com indicador
marcando 70 pontos, sendo que as empresas de maior porte estão mais confiantes (76,6 pontos),
enquanto as médias e pequenas registraram 71,4 e 60,9 pontos, respectivamente.
Devido ao crescimento esperado, as empresas do setor pretendem aumentar as compras de
matérias-primas. As grandes empresas são destaque na compra de insumos, com este indicador chegando
a 78,9 pontos. As pequenas apresentaram indicador de 61,4 pontos e as médias, de 68,2 pontos.
Nos próximos seis meses, os empresário do setor também pretendem contratar mais empregados, já que o
indicador de expectativa para este item ficou em 66,8 pontos. A previsão de aumento da mão-de-obra é
mais disseminada entre as empresas de médio e grande porte, que alcançaram 69,2 e 70,3 pontos,
respectivamente, seguidas pelas pequenas, com 59,9 pontos.
O setor ao final de 2009
O indicador de evolução do nível de atividade atingiu 53,7 pontos em dezembro na comparação com
novembro. O destaque ficou com as médias (54,6 pontos) e grandes empresas (56,8 pontos), enquanto
nas pequenas o nível de atividade manteve-se praticamente estável, em 50,9 pontos.
Segundo o levantamento, a atividade do setor está aquecida, já que o indicador de 53,2 pontos aponta
que o nível de atividade em dezembro foi maior do que o usual. Esse resultado, foi influenciado
pelas empresas de médio e grande porte, com 53,1 e 56,8 pontos. A atividade das pequenas permaneceu
praticamente igual à usual, com 49,3 pontos.
Em relação ao número de empregos, o estudo mostra que houve aumento na comparação com o terceiro
trimestre de 2009. O crescimento foi observado independentemente do porte da empresa, sendo mais
intenso nas grandes (56,1 pontos) do que nas pequenas (51,8 pontos) e médias (52,9 pontos).
Principais problemas
Para 60,7% das empresas, o principal problema enfrentado no último trimestre foi a elevada carga
tributária. Em segundo lugar, aparece a falta de trabalhador qualificado, apontada por 53% dos
empresários. Entre as grandes, este problema mostra-se mais importante que a elevada carga tributária.
Em seguida, por ordem de importância, as empresários afirmaram ter como principais problemas as
condições climáticas (36,7%), as taxas de juros elevadas (31,5%), a competição acirrada do mercado
(23,3%) e a inadimplência dos clientes (21,5%).
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